quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Algo incomum aproxima duas gerações da Ginástica Artística

Quase trinta anos separam uma história incomum da Ginástica Artística na Gymnasiade. A brasileira e árbitra internacional da Ginástica Artística, Jaqueline Pires, hoje com 48 anos de idade, foi campeã da Gymnasiade, em 1982, na prova de Salto, disputada na França, mesmo aparelho em que a ginasta brasileira, Rebeca Andrade levou o ouro, durante a etapa individual realizada ontem (02 de dezembro). “Fiquei super feliz em fazer parte desse momento, em ver a Rebeca conquistando o mesmo título que atingi naquela ocasião, lembro que desbanquei a favorita da competição, uma Romena, com um Thukahara com Pirueta, salto de grande dificuldade para a época, e que inclusive, até hoje, poucas atletas conseguem executar” recordou a ex-ginasta da Seleção Brasileira, Jaqueline Pires (CREF_002967_G/DF), que atualmente além de árbitra internacional da modalidade, é formada em Educação Física e trabalha na Secretaria de Educação do Distrito Federal.

“Não imagino como era treinar naquela época, mas acho que não devia ser fácil, achei muito legal saber que uma ginasta brasileira, de outra geração, conquistou a mesma medalha que consegui agora, fiquei feliz em poder repetir esse feito” salientou a campeã do Salto na Gymnasiade 2013, Rebeca Andrade (14 anos). Segundo, Jaqueline, a Ginástica evoluiu muito em quatro décadas.

 “Comecei na Ginástica Artística com oito anos, e nunca mais parei, costumo dizer que as minhas duas paixões são a minha família e a ginástica. Nesses 40 anos que vivo e respiro esse esporte, acompanhei diversos momentos do esporte no Brasil e no mundo, e consigo notar claramente as mudanças. Quando comecei fui selecionada numa peneira realizada na minha escola, eram 500 inscritos e apenas eu e mais dois conseguimos uma bolsa para treinar na Gama Filho, na cidade do Rio de Janeiro, aonde nasci. Quando chovia treinávamos em meio às goteiras do ginásio, os tapetes eram mais finos, tudo era bem diferente, acho que o Brasil evoluiu muito. Hoje temos aparelhagem de ponta e bastante técnica, além da nossa atual presidente da Confederação Brasileira de Ginástica, Luciene Resende, nos dar toda força para evoluir” ressaltou Jaqueline.

Ainda para à ex-ginasta, o brilho da nova geração promete boas surpresas nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. “Tenho certeza que o evento será cheio de conquistas para a Seleção Brasileira, estamos com um grupo muito bom, no feminino somos muito fortes no salto e no solo, já no masculino temos as argolas com o Arthur Zanetti, e o solo com o Diego Hypólito, certamente estamos vivendo um bom momento do esporte no País”, disse Jaqueline que atualmente trabalha pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, buscando talentos nas escolas públicas de Brasília.


“É aonde mais encontramos promessas da Ginástica Artística, costumo selecionar os melhores e levar para treinar no ASBAC, aonde divido uma academia de ginástica com o meu sócio, os resultados dessa busca têm sido excelentes, há pouco tempo, conquistamos a primeira colocação no Campeonato Brasileiro, pré-infantil, em Aracaju. Os garotos oriundos dessas escolas públicas costumam abraçar com toda força a chance de ser um ginasta profissional e sempre obtemos grandes respostas. Mudei-me para o DF justamente para trabalhar nessa vertente, e fico feliz em ver tudo dando certo. Aqui no DF construí a minha família, tenho marido e filhos e também vivo o meu trabalho intensamente, mas ainda conservo amigos no Rio de Janeiro, que começaram comigo no esporte, e acompanham o meu trabalho, inclusive, uma delas foi a minha madrinha de casamento, e também é árbitra da modalidade, então sempre nos encontramos em campeonatos, e podemos desfrutar das boas lembranças. É muito bom viver a cada dia uma nova emoção na Ginástica Artística” concluiu Jaqueline.

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